Refletindo sobre Cristo apresentado pela CCB
- Taline Chaves

- 9 de nov. de 2025
- 13 min de leitura
Atualizado: 30 de jan.
A natureza de Cristo foi a primeira coisa que despertou minha curiosidade quando me converti. Lembro-me do momento exato em que isso ocorreu, e com ele, uma vontade imensa de conhecer meu Salvador, aquele que deu a vida no meu lugar.
Como membro da Congregação Cristã no Brasil, passei a conferir nas Escrituras e verificar como minha igreja apresentava Jesus. Procurei nos próprios escritos da igreja, pois não era um nome muito falado. Aliás, era “coisa de sectário” falar de Jesus. Mas como veremos no decorrer do texto, o que acreditamos sobre Jesus é muitíssimo importante. Na verdade, determinará onde passaremos nossa eternidade.
Neste texto, vou compartilhar o que descobri ao examinar como a CCB apresenta Jesus. Não tenho intenção de envergonhar ninguém - não tenho esse direito. Meu desejo é demonstrar que não há nada novo debaixo do sol, até mesmo o engano apenas troca de roupagem...
Vou usar a Bíblia (que é nosso guia de fé) e também a história do cristianismo. Afinal, o cristianismo não nasceu em 1910. Erros doutrinários já foram combatidos no passado por outros irmãos que, com a Bíblia em punho, defenderam a verdade sobre quem Jesus realmente é.
1. A CCB Como "O Caminho"
"Eu sou o caminho, a verdade e a vida". Essa é uma das frases mais conhecidas de Jesus. Mas quando li a última carta de Louis Francescon (fundador da CCB), escrita naquele conhecido livreto azul que era vendido no fundo bíblico, encontrei a seguinte afirmação:
"Este é o caminho do Céu aprovado do Eterno Senhor" (p. 50).
Ele estava falando da CCB.
Se você está na CCB há tempo, sabe: entre os membros, chamamos a igreja de "a graça". O que já é muito preocupante e grave, mas encontrar documentado que a Congregação também se vê como "o Caminho", é claramente usurpação do lugar de Cristo. Por quê? Porque Jesus foi absolutamente claro:
“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14:6).
Pedro disse: “Em nenhum outro há salvação” (At 4:12).
Percebe o problema? O caminho não é uma estrutura que seguimos, mas uma PESSOA em quem confiamos: Jesus. Nenhuma igreja, por mais sincera que seja, pode nos conduzir ao Pai. Só Ele pode, porque só Ele é o caminho.
Quando uma comunidade se identifica como “o caminho do céu”, ainda que com boas intenções, ela assume um título que pertence exclusivamente a Cristo. É como se dissesse: “Para chegar ao céu, é preciso passar por nós primeiro.”
Quando descobri, minha primeira reação foi defensiva: "Mas a intenção é boa! Estamos apenas falando da verdadeira igreja de Deus!", mas aí comecei a estudar história da igreja e descobri que isso é algo que se repete ao longo dos anos. O diabo não precisa ser tão criativo quando temos memória curta, ou não estudamos história.
Isso já aconteceu antes…
Esse tipo de pensamento não é novo. Já nos primeiros séculos, movimentos como o montanismo e o donatismo defendiam que somente dentro do seu grupo exclusivo havia salvação, rejeitando os demais cristãos e os tratando como inválidos.
No século III, Cipriano de Cartago cunhou a famosa frase: fora da Igreja não há salvação. Ele estava falando da Igreja de Cristo como um todo - todos os verdadeiros crentes. Entretanto, na Idade Média, o catolicismo romano apropriou-se dessa máxima, identificando-se como a única Igreja verdadeira. Assim, a frase passou a significar na prática: fora da Igreja Católica Romana não há salvação.
A Reforma Protestante surgiu, em grande parte, para corrigir também esse desvio. Os reformadores proclamaram que a salvação está somente em Cristo, pela graça, mediante a fé – não mediada por nenhuma instituição.
E aqui estamos nós, vendo o mesmo erro se repetir. Me entristece porque já passamos por isso. O Espírito Santo guiou a Igreja e corrigiu esses erros. Mas novas gerações nascem, e sem conhecer a história, caem nas mesmas armadilhas.
2. O Nascimento de Jesus: Realmente Sem Importância?
Estava em 2024, no meio das emoções do meu primeiro ano fora da CCB, quando a igreja lançou uma circular sobre o Natal. Li esta frase e meu coração apertou:
"O nascimento do Senhor Jesus, como fato histórico isolado, não provocou nenhuma mudança na história da humanidade..."
Minha primeira reação? "Como assim?! Eles nunca leram Isaías 9?" Aquele texto lindo que diz: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e o seu nome se chamará Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz". Nunca escutaram a maravilhosa obra de Handel “For unto us a child is born”?
A intenção desse tópico da CCB foi explicar o motivo de não comemorarem o Natal, mas com isso deixaram explícito o entendimento da igreja a respeito da encarnação de Jesus. Estavam tratando Aquele que eu tinha descoberto há pouco como meu Salvador, e Seu nascimento, como algo irrelevante! Pensa comigo: uma pessoa pode ter importância só na sua morte? Como separar uma coisa da outra?
Sem o nascimento não haveria morte. E não estamos falando de qualquer pessoa, Ele é o Deus-homem, que ENCARNOU e viveu entre nós!
Vamos ver o que a Bíblia diz…
Desde o Éden, havia uma promessa: o descendente da mulher pisaria a cabeça da serpente (Gn 3:15). Os profetas anunciaram que uma virgem conceberia e daria à luz um filho chamado Emanuel – "Deus conosco" (Is 7:14; Mq 5:2).
E quando esse momento finalmente chegou, os céus não conseguiram se conter!
Os anjos proclamaram "boas-novas de grande alegria para todo o povo" (Lc 2:10).
Simeão, um homem que esperou a vida inteira, segurou o bebê e disse: "Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, porque meus olhos já viram a tua salvação" (Lc 2:29-30).
Ana, a profetisa, falava daquele menino "a todos os que esperavam a redenção" (Lc 2:38).
Deus fez questão de marcar aquele nascimento como extraordinário. Não era apenas um bebê nascendo – era Deus se fazendo carne (Jo 1:14; 1Tm 3:16).
Por que o nascimento importa?
Toda a história da redenção converge para Belém. A promessa no Éden, a linhagem preservada por meio de Israel, cada sacrifício no templo, cada profecia, tudo apontava para aquele momento em que Deus entrou na nossa história como um de nós.
Sem a encarnação, não haveria cruz.
Sem um Jesus verdadeiramente humano, não haveria alguém para nos representar.
Sem Deus se fazendo homem, não haveria ponte entre o céu e a terra.
Paulo deixa isso claro: "quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei" (Gl 4:4-5).
A carta aos Hebreus é ainda mais enfática: "por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote... pois naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados" (Hb 2:17-18).
Isso já aconteceu antes…
Historicamente, houve um movimento chamado docetismo que ensinava que Jesus apenas "parecia" humano, mas não era realmente. Eles consideravam a matéria má e indigna de Deus, então negavam que Cristo tivesse verdadeiramente assumido carne humana. Ainda nos tempos Bíblicos, João confrontou isso diretamente: "todo Espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não procede de Deus" (1Jo 4:3).
Não estou dizendo que a CCB nega que Jesus nasceu, longe disso! Mas minimizar a importância desse nascimento, tratando-o como "fato histórico isolado, sem relevância”, ecoa o mesmo espírito: esvaziar o valor da encarnação do Filho de Deus.
3. Jesus: Uma Pessoa com Duas Naturezas
Nos Tópicos de 2022 da CCB, temos um que explica a natureza de Jesus (Natureza de Cristo) desta forma:
"Na sua condição de homem, era inferior a Deus. Contudo, em sua natureza divina, sendo o Verbo eterno, jamais deixou de ser Deus."
Se você não se assustou ao ler isso, leia novamente: o problema não está simplesmente em dizer que Jesus, como homem, se sujeitou ao Pai, pois enquanto homem Ele viveu em perfeita obediência (Jo 5:19; Hb 5:8).
O problema é que essa fala sugere, inadvertidamente, que Jesus alterna entre ser Deus e ser homem, como se fossem dois sujeitos distintos.
Vamos ver o que a Bíblia diz…
A Bíblia ensina algo chamado de "União Hipostática" (eu sei, nome complicado!). Deixa eu explicar de forma simples:
Jesus é UMA pessoa com DUAS naturezas completas:
100% Deus - “O Verbo era Deus” (Jo 1:1)
100% homem - “Cristo Jesus, homem” (1Tm 2:5)
Ao mesmo tempo - “Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2:9)
Para sempre - “Permanece para sempre” (Hb 7:24-25)
Sem divisão - “O Verbo se fez carne” (Jo 1:14)
Ele não é 50% Deus e 50% homem. Ele não alterna entre ser Deus e ser homem. Ele não deixou de ser Deus quando virou homem. (Jo 10:30)
Paulo explica: "Em Cristo habita corporalmente TODA a plenitude de Deus" (Colossenses 2:9).
Mas a Bíblia não fala que ele se esvaziou?
Em Filipenses 2, Paulo diz que Jesus "se esvaziou". O que isso significa?
Jesus não abriu mão de ser Deus. Ele renunciou voluntariamente à GLÓRIA, à posição de honra.
Ele escolheu viver como servo, sujeito às limitações humanas - fome, cansaço, dor. Ele não usou Seus poderes divinos para escapar do sofrimento, da dor, da tentação ou da própria humilhação da cruz.
Por que isso importa?
Porque somente um Salvador que é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem pode nos redimir.
Como homem, Ele nos representa. Ele pode ser nosso substituto, carregando nossos pecados.
Como Deus, Sua obra tem valor infinito. Ele pode salvar completamente todos os que nEle confiam.
Essa verdade foi explicada com profundidade por Anselmo de Cantuária, no tratado Cur Deus Homo (“Por que Deus se fez homem?”). Ele afirmou que a culpa do pecado é tão grande que somente o homem deve pagar por ela, mas tão infinita que somente Deus pode satisfazê-la.
Por isso, o Redentor precisava ser ao mesmo tempo, Deus e homem. Homem para pagar a dívida, e Deus para dar à sua oferta um valor infinito.Se dividirmos Jesus em “partes”, sugerindo que ora Ele age como Deus, ora como homem, perdemos a beleza e o poder dessa união.
Em Cristo, as duas naturezas atuam inseparavelmente em uma única pessoa, realizando a obra perfeita da redenção.
Um detalhe na fórmula batismal
Desde 1969, no tópico 48 denominado de “Ponto Doutrinal - Considerações sobre as palavras que se pronunciam ao batizar” a fórmula batismal na CCB é:
"Irmão, em nome de Jesus Cristo te batizo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo."
Percebe algo estranho? A fórmula parece tratar "Jesus Cristo" como distinto do "Filho", quando, na verdade, Jesus Cristo É o Filho. Isso cria, inadvertidamente, uma fórmula com quatro nomes em vez dos três da Trindade.
Já ouvi inúmeras defesas sobre esse erro de separar Jesus Cristo do Filho e eu pessoalmente acreditava que era uma combinação da fórmula trinitária (Mt 28:19) com o batismo em nome de Jesus (At 8:16), porém, a própria Congregação na 90º Assembleia de 2025, publicou o seguinte esclarecimento:
“3.2. ESCLARECIMENTO SOBRE AS PALAVRAS A SEREM DITAS QUANDO DO SACRAMENTO DO BATISMO - As palavras ditas para o sacramento do batismo, com uma das mãos imposta sobre a cabeça do irmão(ã) devem ser: “Irmão – ou Irmã, Em Nome de Jesus Cristo te batizo; Em Nome do Pai, E do Filho, E do Espírito Santo”. Esclarecemos que a razão pela qual pronunciamos “Em Nome de Jesus Cristo”, é por ter sido Este, o verdadeiro homem que morreu em nosso lugar. E, em seguida dizemos “...E do Filho”, porque confessamos o Verbo, sendo Ele, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, portanto, o verdadeiro Deus e o verdadeiro homem.”
Veja que com essa fala, a CCB assume tratar Jesus como dois sujeitos diferentes:
um homem distinto, que morreu;
e outro divino, que é o Verbo eterno.
Dois agentes distintos na redenção, uma fórmula com QUATRO pessoas, pois para a Congregação, Jesus não é o mesmo do Filho.
Isso já aconteceu antes…
No século V, Nestório, patriarca de Constantinopla, ensinava uma cristologia que dividia Cristo em duas pessoas distintas: uma divina (o Logos) e outra humana (Jesus de Nazaré). O Concílio de Éfeso (431 d.C.) condenou esse ensino, afirmando que Maria é Theotokos (Mãe de Deus), não porque ela gerou a divindade, mas porque ela gerou aquele que é Deus encarnado – uma pessoa com duas naturezas.
Muito antes, no século IV, Ário ensinava que Jesus era uma criatura superior, mas não plenamente Deus – inferior ao Pai em essência. O Concílio de Niceia (325 d.C.) rejeitou isso firmemente, proclamando que Cristo é "da mesma substância do Pai".
Essas batalhas teológicas não foram meros debates acadêmicos. Elas defenderam o coração do evangelho: quem é Jesus e se Ele pode realmente nos salvar. E sim, o Deus infinito se fez finito, sem perder sua infinitude.
Por outro lado a Bíblia diz:
"O Verbo eterno (Deus Filho) se fez carne”.(Jo 1:14). O mesmo que é o Verbo eterno é o que se fez homem.
“O Filho de Deus me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2:20). O Filho é quem morreu, não “um outro homem” distinto dele.
“Porque Deus enviou o seu Filho... em semelhança de carne pecaminosa” (Rm 8:3). O Filho foi quem assumiu carne.
Portanto, não há um “Jesus-homem” e um “Filho-deus” separados — há um só Cristo, Deus-homem indivisível.
4. A Graça e a pessoa de Cristo
O termo graça é comum entre os membros da igreja para se referir à própria igreja e isso não é diferente quando olhamos os documentos. Trouxe abaixo alguns exemplos de anos diferentes para poder exemplificar de forma documental essa afirmação.
"Ao anunciar a graça às pessoas…” (Tópicos 14 Seitas e Criaturas de 2017)
"Isso, porque os que vivem na graça de Deus agem buscando o bem comum da Igreja (Carta Vídeos e Áudios que infamam a igreja de 2023)
“A nossa utilidade nesta graça deve ser observada somente por Deus, e não por nós mesmos” (Tópico 23 Servo Inútil, de 2016)
"os novos na graça" (Tópico 2 Coletas - Esclarecimento à irmandade de 2014)
O dom de crer na palavra de Deus vem através da fé pela qual temos entrada na Sua Graça (Tópico 7 Dom de Crer, Batismo e o Selo do Espírito Santo, 2018)
Observe como a linguagem identifica a igreja com a própria graça. Como se "estar na graça" fosse sinônimo de "pertencer à CCB". Trata-se de uma espécie de metonímia institucional — confundir a instituição com a graça.
Interessante que em 2017 há um tópico que chama outras igrejas de "seitas", reiterando o exclusivismo mencionado no primeiro ponto. Este pensamento inverte a ordem da salvação.
O que as Escrituras ensinam
A graça não é um lugar, não é uma igreja, é uma pessoa: Jesus Cristo.
A graça e a verdade vieram por Jesus Cristo (Jo 1:17).
Nele habita corporalmente toda a plenitude (Cl 2:9).
Pela fé temos entrada nessa graça (Rm 5:2).
E é pela graça que somos salvos, mediante a fé — dom de Deus (Ef 2:8).
Quando alguém chama a igreja de “graça”, ou diz que “estar na graça” é pertencer à organização, desloca o centro da salvação de Cristo para uma instituição.
Estar “na graça” é estar em Cristo — unidos a Ele pela fé. Fora dEle, não há graça (Jo 14:6).
Um paralelo histórico preocupante
Na Idade Média, a Igreja Católica Romana desenvolveu gradualmente a teologia de que a graça era mediada através dos sacramentos administrados pela Igreja. Isso significava, na prática, que estar fora da Igreja institucional era estar fora do alcance da graça salvadora.
Martinho Lutero e os demais reformadores confrontaram exatamente isso, proclamando as famosas "solas":
Sola Scriptura (somente a Escritura)
Sola Fide (somente a fé)
Sola Gratia (somente a graça)
Solus Christus (somente Cristo)
Soli Deo Gloria (glória somente a Deus)
A Reforma não foi uma disputa de poder. Foi uma batalha pelo evangelho: a salvação vem de Jesus, não de uma instituição; pela graça, não por mérito; mediante a fé, não por rituais. É desesperador ver igrejas evangélicas repetindo os mesmos padrões e erros que já foram combatidos no passado.
Um Padrão Que Se Repete
Perceba algo interessante. Nenhum desses desvios doutrinários é novo:
Séculos I-II Montanismo e IV-V Donatismo: exibiram traços de exclusivismo e disciplina rigorista.
Século IV: Ário ensinava que Jesus era inferior ao Pai
Séculos II - III: Docetismo negava a verdadeira humanidade de Cristo
Século V: Nestório dividia Cristo em duas pessoas
Idade Média: A igreja institucional se colocava como mediadora necessária da graça
O que estou tentando demonstrar é que o pai da mentira não precisa inventar heresias novas, ele recicla as antigas com nova roupagem (2Jo 1:7). Sua estratégia permanece constante: atacar quem Jesus é, diminuir a suficiência de Sua obra, ou colocar algo, ou alguém no lugar que pertence somente a Ele. (1Jo 4:3; Hb 10:14; 1Tm 2:5; Jo 14:6)
Um Resumo das Diferenças
A Bíblia ensina | A CCB ensina |
Jesus é o caminho (João 14:6) | A CCB é "o caminho do céu" |
O nascimento de Jesus inaugurou o cumprimento histórico da promessa redentiva (Lucas 2:11; Gálatas 4:4-5) | O nascimento de Jesus não provocou mudança na história |
Jesus é uma pessoa com duas naturezas (Colossenses 2:9) | Jesus homem era "inferior" a Deus (sugerindo divisão) |
Batismo em nome do Pai, Filho e Espírito Santo (Mateus 28:19) | Batismo "em nome de Jesus Cristo" + Pai, Filho e Espírito Santo |
A graça vem de Jesus (João 1:17) | A graça "é a CCB" |
Conclusão: O Cristo suficiente
É com um coração dividido entre preocupação e esperança que escrevo esse texto. Preocupação pelos desvios doutrinários que afastam pessoas do verdadeiro Jesus. Esperança porque sei que o Espírito Santo continua guiando Seu povo à verdade.
Não tenho a intenção de atacar pessoas. Conheço a sinceridade e o zelo de muitos que fazem parte da CCB. Essa sinceridade é preciosa e admirável mas, sinceridade não é sinônimo de verdade. É possível estar sinceramente equivocado. Por isso, examinar nossas crenças à luz das Escrituras não é deslealdade, mas obediência. Os bereanos eram elogiados justamente por isso: "examinavam cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim" (Atos 17:11).
Em Cristo, a graça de Deus assume rosto e voz. Ele é o Caminho que a CCB tentou representar, o nascimento que ela minimizou, a união que ela fragmentou e a graça que ela institucionalizou.
Tudo o que a igreja pretendeu encarnar se encontra plenamente nEle.
Ele pagou 100% da dívida dos nossos pecados (Hebreus 10:14)
Ele é o único mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5)
Ele mesmo é o caminho – não precisamos de instituição para complementar Sua obra (João 14:6)
Ele é "poderoso para salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus" (Hebreus 7:25)
Quando colocamos qualquer coisa, por melhor que seja, ao lado de Cristo como necessária para salvação, diminuímos quem Ele é e o que Ele fez.
Reflexão final
Quem é Jesus para você?
Não estou perguntando qual é a doutrina oficial da sua igreja. Estou perguntando: em quem você confia para sua salvação? É em Jesus e mais alguma coisa? Ou é em Jesus, ponto final?
Se Cristo for menos que o Senhor completo e suficiente revelado nas Escrituras, Ele sempre parecerá insuficiente, e buscaremos completá-Lo com algo mais. Mas quando O reconhecemos como verdadeiramente é, o Deus-homem que consumou perfeitamente a obra da redenção, descobrimos que Ele é tudo o que precisamos.
"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32).
Que o Espírito Santo nos guie em toda verdade, e que nosso amor por Jesus cresça à medida que O conhecemos mais profundamente através de Sua Palavra.
Com amor fraternal,
Referências
FRANCESCON, Louis. Mensagens. São Paulo: Congregação Cristã no Brasil, s.d.
CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL. Reunião para Cooperadores de Jovens e Menores – Circular nº 211/2024. São Paulo: Congregação Cristã no Brasil, 2024. (Item 9 – “Natal”).
CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL. Reunião Geral Anual de Ensinamentos – 88ª Assembleia – 2023: Resumo de Ensinamentos. São Paulo: Congregação Cristã no Brasil, 2023.
CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL. TÓPICOS DA OBRA DA PIEDADE - 2014. São Paulo: Congregação Cristã no Brasil, 2014.
CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL. 81ª ASSEMBLEIA – RGE 2016 – RESUMO DE ENSINAMENTOS. São Paulo: Congregação Cristã no Brasil, 2016.
CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL. 82ª ASSEMBLEIA – RGE 2017 – RESUMO DE ENSINAMENTOS. São Paulo: Congregação Cristã no Brasil, 2017.
CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL. 83ª ASSEMBLEIA – RGE 2018 – RESUMO DE ENSINAMENTOS. São Paulo: Congregação Cristã no Brasil, 2018.
CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL. Reunião Geral Anual de Ensinamentos - 87ª Assembleia – 2023: Resumo de Ensinamentos. São Paulo: Congregação Cristã no Brasil, 2023.
GRANCONATO, Marcos. Pequeno Manual de Doutrinas Básicas. São Paulo: Editora Os Puritanos, 2020.
McGRATH, Alister E. Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica. São Paulo: Vida Nova, 2014.
ANSELMO DE CANTUÁRIA. Cur Deus Homo: Por que Deus se fez homem? Tradução de Ir. Leomar Chagas. São Paulo: Paulus, 2001.
BÍBLIA. Nova Almeida Atualizada. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.




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