Há relevância histórica no nascimento de Cristo?
- ESM - Evangelho Sem Muros

- há 7 horas
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por Marcos Valério
O que Paulo afirma em Colossenses 1.14–17 descreve com precisão a grandeza e a abrangência de Cristo. N’Ele temos a redenção e o perdão; Ele é a imagem exata do Deus invisível; n’Ele todas as coisas foram criadas e continuam sustentadas. Cristo é o centro absoluto das Escrituras, da revelação do Pai, da obra expiatória e da vitória sobre a morte. Ele é também o centro da história: o Criador que inicia o curso da humanidade e o ponto para o qual toda a história se dirige.
O nascimento de Cristo, muitas vezes ignorado ou desprezado por instituições, governos e até sistemas religiosos, representa a intervenção mais profunda de Deus na história humana. N’Ele, Deus assume para sempre a natureza humana, inaugurando um tipo de comunicação e de presença divina totalmente singular na linha do tempo. A partir desse evento, a influência de Cristo se espalha pela humanidade como ondas que se expandem a partir de um epicentro. Sua vinda impacta não apenas o povo redimido, mas toda a ordem criada, em dimensões espirituais, sociais e culturais.
Mesmo que estruturas seculares rejeitem ou tentem minimizar esse impacto, a realidade é que a influência histórica de Cristo continua moldando o mundo. Além dos valores éticos e morais que instituições modernas adotam, como a liderança serva, a dignidade humana e o cuidado com o próximo, existe também, de maneira mais profunda, a noção de pátria que pulsa no coração humano.
“Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.” Filipenses 3:20
Esse sentimento de pertencimento, identidade e saudade de um “lugar ideal” é, ainda que não reconhecido, um reflexo distante da pátria celestial que os salvos sabem que possuem em Cristo.
Enquanto as instituições promovem nacionalismos ou ideologias patrióticas, o coração regenerado sabe que existe uma cidade “cujos fundamentos são eternos” e que essa nostalgia terrena aponta, mesmo sem querer, para o Reino definitivo.
Pela graça comum, Deus continua retendo o mal, preservando a ordem e produzindo traços de civilidade ao longo da história para cumprir Seus propósitos. Tudo isso é obra do Cristo soberano, que ilumina a criação e conduz toda a história ao seu clímax. Mesmo quando ignorado, rejeitado ou substituído por sistemas humanos, Ele continua sendo o ponto central de todas as coisas. Por isso, adoramos o Cristo que nasceu, viveu, morreu, ressuscitou e reina.
Ele é Senhor da história, de nossas vidas e da pátria eterna à qual pertencemos.




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