Por que ex-CCBs se batizam “novamente” quando saem?
- Ismael Lima

- 15 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Quando decidi me tornar membro da Igreja Presbiteriana, fui batizado junto com toda a minha família (presbiterianos, assim como luteranos, metodistas e outras denominações protestantes históricas, batizam seus filhos). A pergunta que alguns me fizeram foi: “Por que você se batizou ‘novamente’, já que havia sido batizado antes na CCB?”.
A razão pela qual fui batizado “novamente” (entre aspas, porque não foi um “novo” batismo) é que eu não considero o batismo da CCB um batismo cristão válido. Isso ocorre porque:
A própria CCB entende que seu batismo é algo diferente do batismo de outras igrejas e “rebatiza” todos os que vêm de outras denominações;
A CCB faz uma distinção entre o Jesus homem e o Filho (é correto afirmar que as naturezas humana e divina de Jesus são distintas, porém, não existem duas pessoas — Jesus é o Filho, que também é Deus: são a mesma pessoa!);
Essa estranha compreensão sobre quem é Jesus aparece em alguns documentos da instituição, em pregações e na fórmula do batismo; ou seja, no batismo da CCB você recebe de brinde, mesmo sem saber, uma heresia nestoriana!
No meu caso particular, há uma outra razão, de natureza mais prática: minha nova denominação entende que a CCB é uma seita. Natural, portanto, que recuse seu batismo, algo que não aconteceria se eu viesse da Assembleia, da Batista ou de outra igreja evangélica.
O artigo do meu amigo Jarbas Jr., narra sua trajetória pessoal de estudo e compreensão sobre esse assunto, que culminou no seu batismo na Igreja Cristã de Nova Vida.
Nossa oração comum é que o Senhor continue alcançando seus eleitos, onde quer que estejam, e que a CCB se arrependa corporativamente e se volte ao evangelho e à Bíblia, que é a Palavra de Deus.
Se você, leitor, ainda está preso em alguma seita, minha oração é por sua libertação, para que creia em Jesus — que é homem e é Deus — e confie somente nele para sua salvação, livre de qualquer amarra e de doutrinas humanas! É tudo por graça, é tudo por fé: basta crer!


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